Amo Muito Tudo Isso !!!

Segunda-feira, Julho 30, 2007



Querida Amiga Dely!!!

Depois de ler seu adorável comentário, lembrei desse texto do meu blogger antigo, que você gostou tanto!
Resolvi homenageá-la outra vez... Nunca é demais reforçar, com palavras verdadeiras e carinhosas, nossa linda amizade!
Aí vai:
Independente dos parabéns e da nossa conversa, acho que ficou faltando alguma coisa e quero, aproveitando a comemoração, falar um pouco da nossa amizade.
Sabe, é muito bom a essa altura da minha vida, (acredito que de todas as amigas que fizeram parte daquele grupo), poder constatar, o quanto foi intensa e verdadeira, nossa convivência.
Como foi importante, calorosa, divertida e tudo que se pode atribuir a uma amizade sincera.
Deixou saudades. Muitas, muitas, até porque, foi uma época de intenso viver para todas nós.
Foram 17 anos, não digo que os melhores de nossas vidas, mas sem dúvida, muito importantes, marcantes o suficiente para nos alimentar em momentos como agora, em que nossos ritmos já não são os mesmos e pouco nos vemos ou falamos.
Não consigo perceber diferenças entre o tamanho dos nossos afetos, acho que nos revezávamos. Nosso grupo era grande e, nossa força estava, justamente nas pequenas nuances de cada uma.
Amiga, ali trabalhamos, criamos nossos filhos, cada uma viveu seus momentos de glória ou foi ao inferno dos nossos desacertos, dos equívocos, das escolhas erradas, das nossas dores...
E o melhor: Não lembro de nenhuma briga ou mágoa entre nós. Só de ombros e abraços calorosos.
E como dividíamos nossos problemas, cheques pré ou crediários?
Hoje, num rápido pensamento, pude sentir que todas aquelas grandes batalhas, não foram piores, porque estávamos juntas.
Não sei se ganhamos a guerra mas, sem dúvida, temos muito que comemorar e recordar.
E agora, depois de nos falarmos, fiquei comovida e feliz, ao mesmo tempo. Parecia que eu estava vendo um filme. Pensei que, se hoje a vida pode ser vista e vivida, muito mais serenamente, se tantas e boas lembranças temos, foi graças à maneira como resolvemos bem aquela fase.
Quero também que você saiba, que sinta, que ouça, o quanto lhe sou grata, como foi (e mais ainda agora), é bom ter compartilhado a vida com uma pessoa especial como you.
Muitos parabéns!!! Tudo de melhor, de bom e lindo lhe desejo.
Muita saúde, luz e paz querida amiguinha!.


Lêda às 12:27 AM

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Domingo, Julho 29, 2007




Tempo de...
Sonhar
Amar
Esquecer
Perdoar
Recomeçar
Tempo de viver

Pensando na importância do Tempo, no que fazemos dele, com ou sem ele, é que me atrevi a fazer parte dessa experiência e logo publicamente.
Não tenho pretensões de ensinar nada porque ainda me encanta ser aprendiz. O que escrevo vem do meu próprio amadurecimento, dos caminhos que escolhi, ásperos ou floridos, luz e sombras...
Quero tentar encontrar uma maneira de me colocar intimamente. Mas penso que posso quase tudo nessa fase da vida.
Quero falar do ser humano - mediocridade e grandeza, coragem e covardia, quanto nos sabotamos com desculpas optando pela acomodação às mudanças.
Mas não há de ser um diário de lamentações. Mas reflexivo, especialmente que fale de amor e esperança.
Sobretudo pretendo abordar assuntos relacionados ao Tempo como vemos, como nos deixamos consumir ou nos utilizamos dele. Ganhando ou perdendo Tempo. Vivendo em tempo real.
Sou uma mulher com história de vida no século passado, com olhos e coração hoje e os pés no amanhã desse novo milênio.
Sou uma mulher de todo esse Tempo e acho que isso me credencia a compartilhar com vocês, de idade próxima ou não a minha, esses acontecimentos.

Obs: Quero agradecer as minhas filhas pois, sem elas, seria mais difícil aprender algumas coisinhas básicas para organizar esse blog.
AMO MUITO TUDO ISSO!!!




Lêda às 12:19 PM

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Sábado, Julho 28, 2007







Chove e faz friozinho no Rio de Janeiro. E eu adoro esse tempo, amoooooo!
Esse tempo me enche de serenidade, me apazigua, combina com meu interior cheio de sentimentos bons, de afetos, carinhos, amizades, aconchego, boas lembranças da infância - minha e das minhas filhas, idem para meus sobrefilhos,ª minhas queridas irmãs, meus amores, desamores e todas essas memórias que compõem, dão estrutura, personalidade, alegria, mas podem também levar-nos ao inferno, dependendo de como escolhemos viver, nos relacionar e escrever nossa história.
Diz uma amiga, psiquiatra, que gostando assim de dias chuvosos, contrario tudo que aprendeu.
Ela fala, que nossa produção de serotonina diminui com o frio, o que pressupõe menos euforia e alegria, sensações que teoricamente estão em alta nos dias de verão, na praia, na presença de sol, etc...
Na contra mão das teorias psicanalíticas contei prá ela que, essas marcantes sensações estão ligadas ao fato de que morei no interior quando criança, lugar pequeno, meus pais médios fazendeiros, pessoas simples, mas extremamente sensíveis e amorosos.
Fui a primeira neta, desde cedo sabendo que tinha sido deixada sob seus cuidados pela minha mãe biológica, filha mais velha deles, que fez essa opção e foi para São Paulo. Mas essa é outra parte da história e conto com detalhes em outra ocasião.

Euzinha aos 8 anos


Papai, Mamãe e Pecheron... Meu companheiro nas brincadeiras...

Voltando ao dia... A chuva... O frio...
Fui criada numa casa muito grande, cheia de empregados (as), atarefados (as), onde ninguém prestava muita atenção em mim, a não ser que solicitasse, o que para ficar mais livre do que já era, eu pouco fazia.
Em dias como hoje, minha adorável avó/mãe, não ia trabalhar nas plantações, nem ordenhar as vacas, ficava em casa, deixando essas tarefas a cargo dos empregados.
Nesses dias, ela se dedicava a casa, a mim, aos bolos deliciosos, biscoitos, pães... Eu curiosa, acompanhando tudo em meio à cozinha aconchegante com o quentinho do fogão a lenha, panelas com comidas gostosas... Pijaminha de flanela.... Luvinhas... Meias e botinas de couro...
Papai/avô a nossa volta e, pela janela uma linda paisagem, mesmo com frio, vento e chuva.
Melhor ainda lá dentro, com direito a colo, beijinhos, longos papos, bons exemplos e orientações, fundamentais para a criança, para a mulher, para a futura mãe, para a vida.
Mesmo sem entender de psicologia, com pouca instrução, com rádio a bateria, sem TV e sem luz elétrica, ocupada, trabalhando muito, ela fazia tudo com tanto amor, que extrapolava as receitas – dos doces, do coração e da vida.


Mamãe e as vacas... Leite gostoso !!!

Aí minha amiga entendeu, porque o amor, o aconchego, a presença, foram superiores a produção de serotonina, do calor de fora, do sol, dos remédios ou dos psicanalistas.
Assim, baseada nessas questões levantadas por essa amiga, cheguei a conclusões fundamentais para minhas próprias experiências como tudo, na vida.
Gostei de ser uma exceção à regra.
Principalmente por ser sempre feliz. Mais feliz agora, com as filhas criadas, já com alguns bons resultados. E muito mais feliz quando está frio e chovendo como hoje!




Lêda às 10:14 PM

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Sexta-feira, Julho 27, 2007







Enzo, 1 aninho e 6 meses. Esse é o meu netinho lindo....

Pensando nele li esse texto muito apropriado ao meu momento vovó.
Ontem fui a festinha prá comemoração do Dia dos Avós, na creche onde é acolhido, amado e salve, salve! Acho que eu era a avó mais feliz, por todos os meus motivos.
Um dia perfeito!
Obrigada Paula e Alê!


Pais e Filhos

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. È que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do Maternal? A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas que apareça!
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos nós, com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das más notícias e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com erros, que esperamos que não repitam.
Há um período em que vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festinhas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente ao Play Center, ao Shopping, não lhe demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostariam de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio, subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois, chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram meio exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas “pestes”. Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é à hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam. Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós...
Affonso Romano de Sant’anna


Lêda às 10:57 PM

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2004 O Ano Que Não Houve ou Não Deveria ter Havido

Sei, a essa altura da vida, que tudo faz parte de um plano perfeito, sempre para acrescentar, moldar mais harmoniosamente nosso grosseiro ser, geralmente reincidente e cheio de si.
Enfim... Fui aos trancos, tentando não soltar as amarras, com o amor e apoio dos meus queridos e toda família, enchendo-me de coragem, fortalecida, tentando superar esse momento adverso.
Engraçado, às vezes gosto de ver meu desempenho nessas horas. Quase concluo que sou boa em administrar crises. Assim, sentindo-me encorajada, fui no embalo com a maior naturalidade, principalmente, humildade, o que acho bom as meninas aprenderem -“Ter jogo de cintura nas adversidades, deixar a crise passar e, com serenidade, união reerguer-se”.
Consegui retomar a produção de bolos, tortas, salgados, etc... Coloquei barraca numa feira de artezanato, comecei a vender sandubas no meu trabalho e assim terminamos o ano.
Toda a família unida, com saúde, cansada, mas fortalecida e feliz, independente dos problemas que assim, perderam importância.
E torcendo por um 2005 melhor... Lá fomos nós!

2005 Ano de Investir

Bom ano. Ano de mais cautela... Mais investimentos...
Saí da Medicina Física, onde trabalhei como A. Social por cinco anos, numa equipe multiprofissional, responsável pelos pacientes diabéticos, hipertensos e amputados.
Fui para o S. Social da Emergência, trabalhar num plantão de 24 horas, aos sábados.
Logo me adaptei, fiz muito boas amizades, especiais e acolhedoras.
Resolvi diversificar, consegui um emprego de acompanhante de idosos, ajudando a mãe de uma amiga, onde logo me envolvi com as outras cuidadoras e assim, com um trabalho de 24 horas no hospital e esse aos domingos e segundas, fui conseguindo reorganizar as despesas e tornar a vida da família mais suave.
Com as contas mais equilibradas, deu para pagar um cursinho para Bruna, que queria fazer vestibular para faculdade pública.
Lívia Ohana, bolsista da PUC, conseguiu terminar o curso de Comunicação- Publicidade, em junho, formatura em julho, mas só entregou a monografia em novembro.
Neste semestre trabalhou em loja de Shopping para dar uma força a família.
As duas continuaram seus relacionamentos, bem como Clarissa, Paula e André.
Novidades: Paula engravidou e não foi fácil. Tive que dar uma força e a notícia, não muito bem aceita por Ivone. Poli achou o máximo ser Bisavô e logo descobriu as compensações do fato.
No início Alexandre relutou, chegaram a terminar, mas depois ele resolveu acompanhá-la.
Tudo foi muito curtido, Paulinha, minha querida sobrefilha, amparada, amada idolatrada...
A família do Alê, idem. Foram bem calorosos tratando a Paulinha muito carinhosamente, embora preocupados com o inesperado e as prováveis conseqüências para todos, óbvio.
Bebê bem gestado, cuidado, amado e esperado para fevereiro /06. Família toda envolvida com esse doce acontecimento!
Eu e Antônio, entre crises e questionamentos fomos aparando arestas, literalmente.
Acho que cansei de não estar sendo tratada à altura dos meus sentimentos e chutei o balde!
Acertamos o compasso, mais ou menos... Ainda levamos algumas situações para 2006.
Mas, sem dúvida, foi um ano bemmmmmm melhor!

2006 Ano de Mudanças

Logo de surpresa, nasceu o ENZO, bebê de todos! Lindo! Perfeito! Amado! Salve! Salve!
Chegou dia 20/01, um mês antes, mas perfeitinho, grande e forte, um petáculo!!!!!!!!!!!!!!!
Toda família envolvida, feliz com a sensação de renascimento, renovação, a sétima geração do nosso lado.
Como tudo aconteceu antes do previsto e Paula não estava organizada, todos tiveram que correr muito, principalmente na casa, onde trabalharam como abelhas, numa colméia
perfeita.
E o melhor: Kátia chegando esbaforida, de Brasília, a ponto de quase quebrar o pé, no afã de estar presente, como gosta. Adorei essa parte!
Ela, adentrando triunfante, bem colorida, parecia uma daquelas fadas madrinhas da Bela Adormecida.
Bebê lindo! Super calmo, mamando no peito sem problemas, mamãezinha com muito leite, papai surpreso com as emoções e a própria felicidade.
Todos torcendo pelos bons tempos através dessa nova vida. Sem dúvida, uma grande experiência! Lindo!!!!!!!!!!!!!
Como diz o Afonso Romano de Santana, só aprendemos a ser filhos quando somos pais. Só aprendemos a ser pais quando somos avós. Nessa altura, lá vou eu com novos compromissos e aprendizados. Doces lições!
Bem, embora com todas essas novidades, a família foi entrando num ritmo de normalidade.
Bruna conseguiu passar para a UNI RIO, curso de biblioteconomia. Muito bom!!!!!!!!!!!!!!
Gabriella e Rafaela, (filhas da Cema, que foi babá das meninas), vieram passar o ano conosco, morar e estudar, até a mãe conseguir moradia, etc...
André Luiz e Fernanda terminaram o relacionamento de quase dois anos. Ele não deixou de amar ao mesmo tempo e foi um caos! Sofreu, não conseguiu ficar por aqui e foi morar provisoriamente com a família, em Brasília.
Em julho, Bruna e Henrique também terminaram a relação de quatro anos. Nesse caso, acho que ambos ficaram aliviados, libertos daquela vida opressiva, de cobranças e insatisfações mútuas.
Em meio a isso tudo, em maio entrei de licença médica, tentando me poupar, não só dos casos clínicos semelhantes aos meus, mas em função de um serviço médico totalmente sucateado, sem as mínimas condições de atender a clientela.
Fora as neuras das chefias, totalmente equivocadas na administração desses momentos de crise. Continuei no outro emprego como cuidadora.
Lívia Ohana conseguiu trabalhar por cinco meses no INPI, órgão do governo, ligado a patentes. Infelizmente não deu para ser efetivada e está procurando outro emprego.
O Carlos André, que continua bastante interessado e aplicado nos estudos, também está bem.
A situação financeira da família está sendo literalmente, empurrada. Difícil, já não é novidade, até que todas nós estejamos com melhores salários.
Eu e Antonio tivemos um ano muito, muito, muito melhor. Conseguimos alguns avanços, estamos mais ligados e companheiros, embora ainda longe do que fomos.
Próximo ao meu aniversário, as meninas da Cema, como ela desejava, foram de volta para sua responsabilidade. O que nem deu para sentirmos, pois descobrimos que a Ivone estava com um outro tumor, maligno, sem possibilidades de cura e poucos meses de vida. Um fato
bem raro, inesperado já que o câncer, depois de 12 anos já é até considerado curado.Vamos lá!
Já imaginava tudo que estava por vir, em todos os aspectos.
Preparamos as crianças mais ou menos, (como se fosse possível), mas eles conseguiram até comemorar com ela, que nada sabia, as festas de fim de ano. Só Deus sabe como!
E assim terminamos o ano.

2007 Ano de Renovação ou Reestruturação

Desde o início foi difícil. Muito difícil!
Toda a família envolvida com a doença da Ivone, reincidência do câncer que agora atingiu o cerebelo - parte do cérebro ligada à coordenação motora, controle de esfíncteres, memória, etc...
Tudo dependendo de nos adaptarmos e a ela, às situações que a cada etapa nos surpreendia e exauria, em todos os sentidos.
Todos, principalmente eu e Kátia, embora de uma forma diferente da que afetava Poli e as crianças, por motivos óbvios, sofremos muito.
Difícil ver a pessoa amada rapidamente desaparecendo, física e mentalmente, num esforço imenso para conservar a sanidade, seu presente, passado... Mas sem futuro.
Não queríamos que ela soubesse, tentávamos minimizar as situações, acho que até para nós mesmas. No fundo achávamos que ela sabia. Não nos referíamos ao câncer, falávamos num edema e na necessidade de fazer o tratamento, (radioterapia), prescrito pelo Dr.Gouveia, Capitão de Mar e Guerra, grande profissional do Hospital Naval Marcílio Dias, onde ela ficou em tratamento até falecer. Aliás, a todas as Equipes, de todos os andares onde ela ficou, só temos a agradecer.
Profissionais de um nível difícil de encontrar até em hospitais particulares – humanos, acolhedores, alegres, gentis, envolventes sem se envolver, além de muito competentes.
Passou alguns períodos em casa, na tentativa de desfrutar de momentos calorosos junto à família, o que lhe fez bem de alguma forma, mas nos causou grandes dificuldades emocionais, pois a todo o momento, lembrávamos de que era um caso sem nenhuma possibilidade de cura
ou milagre. Nenhuma esperança...
Muito, muito difícil, até terminar em 18/03/07.
Passados quase um mês, estamos tentando reerguer o Poli, muitíssimo abalado, embora conformado. Agora estão morando: Ele, Paulinha, Daniel e o Enzo, nosso bebê querido, que completou um aninho dia 20/01/07, em meio a essa tragédia toda. Ainda deu para a bisavó participar, com lucidez, da sua festinha linda!
Após... Como eu disse à cima, é tempo de reestruturação, a família tentando adaptar-se as novas disposições de Deus ou da vida.
Continuo de licença no IASERJ, com muitos problemas financeiros, já que foi preciso sair do meu outro trabalho, Bruna ainda não conseguiu outro estágio remunerado e Lívia Ohana ainda está desempregada.
Antonio tem dado uma grande cobertura, mas falta muita grana, porque as despesas só aumentam.
Paralelo a isso, ainda estou me refazendo do longo período que passei acompanhando-a e tudo que significou esse lapso em nossa rotina e cabeças. Física e emocionalmente.
Às vezes tenho a sensação de que estive suspensa no ar, vivendo num mundo paralelo, onde só meus compromissos eram reais.
Fiquei com baixa imunológica, cheia de problemas clínicos, talvez devido à contaminação do ambiente hospitalar em que passei quase 03 meses. Ou tudo somado, sei lá?
Ainda estamos, de um modo ou de outro, em fase de recuperação. Chocados, enlutados, assustados, inseguros, tentando reorganizar nossas relações de amor e união.
Kátia, Luiz e João estiveram aqui, dando aquela força de sempre e estão bem.
Clarissa * Marcelo, Carol * Deco, Paula * Alê, Lívia Ohana * Carlos André, Bruninha, (agora é só ficante), Daniel, também só ficante, Eu * Antônio, estamos indo + -.
Ainda preciso ter uma idéia brilhante ou conseguir outro trabalho de cuidadora, pois do jeito que está, não dá.
Quero acreditar em tudo que foi previsto para 2007: Ano de Júpiter, ano de fartura, grandiosidade, beleza e oportunidades. E salvem os Astros!!!! FELIZ ANO NOVO!!!!!

Lêda às 2:25 AM

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Acho que vale a pena fazer um resumo dos acontecimentos, após ter perdido meu blogger anterior e desaparecido do mapa.
Recebi, indiretamente, lindas mensagens de apoio através dos comentários, já que a organização do Blogger não indisponibilizou meu endereço.
Aliás, até hoje passo por lá e mato as saudades, porque essas mensagens calorosas e acolhedoras foram importantes naquele momento. Como se, além dos amigos próximos, muitos outros torcessem por mim.
Agora, depois desses três anos, consegui outro computador, etc... E resolvi voltar para o meu diário.
Vou tentar escrever com simplicidade, mesmo com falta de estilo ou efeitos, sem preocupar-me com a redação ou com a natureza dos assuntos, por vezes íntimos e delicados. Não me importo. Na verdade, gosto mesmo é de pensar, escrever, ler, estar em contato, principalmente com as novidades, além dos ótimos textos de outros blogueiros, de delirar, como dizem minhas filhas, na Rede.
Gosto também de ir contando para as meninas, (os), minhas primeiras lembranças de família, curiosas histórias, até para que possam avaliar o quanto tudo foi ficando rapidamente, tão diferente - Para bem ou mal, inevitável!
Escrevo sobre minha trajetória, acertos e erros, de uma época em que todos eram bem pequenos para entender os processos que vivenciei. Com isso, tenho a sensação de que ao compartilhar, o fardo fica mais leve. Agora, escrevendo ou falando, tudo parece ter sido mais fácil. E vamos lá...



Lêda às 1:36 AM

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Terça-feira, Julho 24, 2007



Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso.
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial. E acabei perdendo!
Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida.
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia.
Porque o mundo pertence a quem se atreve...
E a vida é muito, para ser insignificante!



Lêda às 4:28 AM

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Nome:Lêda
Idade:55
E-mail:divole@globo.com

Tempo de...
Tempo de viver...
Tempo de abrir espaços...Meu dia-a-dia... Minha vida...
Tempo de encontros, desencontros, de encurtar distâncias, confessar amores ou lamentar desamores...
Superar horas difíceis, compartilhar momentos felizes, pois a vida é esse curto espaço de tempo situado entre o que agora vivemos e o que ainda não nos pertence. Espero aproveitar essa oportunidade para estreitar laços, para com verdadeira e calorosa alegria, recebê-los como amigos.




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